30 -Como estrelas na Terra, toda criança é especial

Dentro de sala de aula em sua estrutura tradicional, o educador muitas vezes não consegue dar a atenção individual que cada aluno demanda. As atenções são específicas, e cada cabeça possui sua complexidade. Neste filme, é contada a história de Ishaan, um menino de 9 anos disléxico, que não se adapta ao ensino tradicional, expositivo e repetitivo. E eis que surge um professor cheio de vontade e com um leque de atividades que respeita a forma de pensar do disléxico.

Este filme está na lista daqueles filmes que reafirmam a escolha de trabalhar com educação.

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29 – Formigas cabeludas!

O deserto do Saara chega a atingir cerca de 50°C ao meio dia e alguns seres são desafiados a viver nessas condições extremas. Sim, as formigas são capazes de viver neste tipo de ambiente acalorado! Não somente aparecem de algum buraco da parede da cozinha, mas, elas estão no deserto do Saara também. Mais especificamente, a formiga prateada do Saara – Cataglyphis bombycina – é um dos seres mais adaptados a suportar altas temperaturas. Se se observar bem de perto a formiga, alguns pelinhos serão perceptíveis. Esses pelos que cobrem grande parte do seu corpo possuem três faces e uma função óptica fundamental para a sobrevivência das formigas. Os pelos tem por objetivo refletir a luz solar incidente. As duas faces que ficam mais expostas ao Sol possuem chanfros que por tal geometria captam mais a luz. A luz se transmite por dentro do pelo e atinge a face achatada interna e assim ocorrendo a reflexão interna total. Da reflexão a luz refrata para o ambiente externo ao atingir a outra superfície. Como a reflexão se dá prioritariamente de forma regular, as formigas aparentam um tom prateado.

Pesquisadores fizeram testes comparando a temperatura de formigas com pelos e formigas que tiveram seus pelos raspados e foi apontada uma diferença de 2°C, o que para uma formiga pode ser muita diferença. A seguir, imagens das ditas formigas e os pelos em detalhes.

Formigas do Saara

Além dos pelos, as formigas do deserto possuem outras características que auxiliam a sobrevivência em ambientes quentes. Possuem patas mais alongadas de forma a ficar mais distantes da superfície quente do deserto. Contam também com um sistema de navegação interna baseada na posição do Sol, o que de fato diminui o tempo de exposição fora do formigueiro, uma vez que ela não irá sair da toca e ficar perdida sem saber para onde ir.

Para informações mais detalhadas, deixo no final do post as referências. Gostaria, entretanto, de deixar meu olhar sobre este fenômeno óptico destas formiguinhas. A humanidade cogita em povoar outros planetas. Oras, para tal façanha terá que enfrentar as situações mais adversas possíveis. Temperaturas altamente elevadas ou baixas, atmosfera rarefeita, exposição à radiação cósmica mais intensa, dentre outros fatores. Queremos habitar outros planetas, mas já sofremos em tentar viver no deserto aqui na Terra. Uma forma interessante de encarar estes desafios é olhar e entender como a própria natureza já encara estas situações.

Vídeo produzido pela BBC sobre as formigas prateadas do Saara.


Referências:

http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0152325#pone.0152325.ref001

http://www.physicscentral.com/explore/plus/saharan-silver-ants.cfm

28 – Biometria pela condução no crânio.

Utilizar características do corpo humano pode ser uma boa forma de diferenciar cada indivíduo. Por exemplo, atualmente, a leitura digital é comum em diversos acessos como contas de banco, marcação de ponto em empresa e passagem em catracas. Existem outros exemplos como a bioimpedância e o formato da orelha. Com base neste raciocínio, pesquisadores têm desenvolvido uma forma específica para identificação do usuário que coloca o Google Glass. Esta identificação ocorre por meio da análise de uma faixa de 1khz até 8 khz da onda que atravessou parte do crânio.

Um alto falante emite uma faixa de frequência que atravessa o osso da cabeça e capta o sinal transmitido por meio de um microfone na outra extremidade. Cada indivíduo possui características na cabeça diferentes o que irá afetar de forma diferente a onda original. O tecido, cartilagem, fluidos e o próprio crânio fazem com que a onda seja absorvida em faixas diferentes de frequência, além de fazerem com que a onda tenha velocidades diferentes em determinadas regiões.

A comparação de espectro de cada participante do teste mostra que o método de identificação por meio de transmissão de onda pelo crânio possui potencial de aplicação. Obviamente, detalhes ainda precisam ser desenvolvidos, como por exemplo, influência do som ambiente. Outro desconforto é que a gravação da “senha”, bem como, o processo de identificação levam 23 segundos, isto para se ter significativa precisão. Em tempos menores de verificação de “senha” aumenta-se a imprecisão no processo. Ou seja, cresce o risco de rejeitar um usuário correto e aceitar um usuário errado. Em suas melhores condições o método apresenta 97% de acurácia!

Não sabemos exatamente quando o método ficará disponível para aplicação no mercado, porém, interessante notar que o conhecimento da ciência está disponível para que a criatividade humana o utilize para suas necessidades.

https://perceptual.mpi-inf.mpg.de/files/2016/01/schneegass16_chi.pdfSkull Conduction

27 – Vermelho como o céu

Gostaria de compartilhar um pouco da atividade do curso de Educomunicação, mais especificamente, na disciplina de Atividades Acadêmicas Científicas e Culturais III, ministrada pelo Professor Claudemir Viana. Assistimos o filme “Vermelho como o céu” e em seguida discutimos vários pontos como também fizemos relatos pessoais.

Qualquer tentativa de resumo será desprezível frente as emoções que o filme provoca. Abstenho me até das informações técnicas e contexto. Deixo este papel às críticas e resenhas presentes na internet. Atrevo me, entretanto, em sugerir o filme para todos que apreciam a sétima arte e principalmente aos olhares preocupados com a educação.

Para mim, este filme alimenta e encoraja atividades, seja em espaços formais ou informais de ensino, que coloquem o aprendiz como protagonista. Fortalece o papel do professor como mediador e critica a postura tradicional da escola como um desserviço à sociedade. Exige a atenção para uma discussão posterior ao mesmo tempo que comove e sensibiliza. Não recusaria um segundo convite ao filme.

25 – A física da Osmose!

Uma dúvida foi respondida no CREF (Centro de Referência para o Ensino de Física) sobre a Osmose. Uma análise leve, didática e qualitativa foi abordada em torno do processo de osmose, a passagem de solvente para a região de maior concentração de soluto. Ainda sobram pontos misteriosos a cerca do processo (o que não é tão simples assim), porém, o olhar físico apresentado já nos permite encarar a osmose de outra maneira. Procuremos novas fontes para aprofundar/complementar o assunto!

http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=1576

Osmose

 

24 – Michael Faraday. Geração de energia elétrica!

Gostaria de compartilhar um parecer quanto ao ensino de física e, obviamente, abro espaço para críticas e sugestões. Grande parte das aulas de física (e incluo algumas das minhas aulas também, para não ser hipócrita), os alunos/alunas são massacrados por vasto conteúdo programado seguido das aplicações de inúmeras fórmulas que muitas vezes não fazem o menor sentido para eles/elas. Deste cenário conturbado, a proposta do ensino de física na prática, com a utilização de experimentos, carrega sem menor esforço a solução do entendimento. Calma! Acredito que a observação de um fenômeno e sua racionalização exige um esforço cognitivo muito intenso. Não basta ver um experimento funcionando que o aprendizado irá fluir tranquilamente. Mas, creio que oferecer oportunidades diferentes de aprendizado sobre o mesmo assunto possa explorar pensamentos mais abstratos que forçam conexões entre as diferentes atividades. Percebi em muitas atividades práticas (construção de residência elétrica, laboratório de circuitos elétricos, demonstração de geração de energia elétrica com ímã e bobina) que a observação do fenômeno é uma tarefa árdua. Assim como em explicações teóricas, o aluno/a entra em conflito com seus obstáculos epistemológicos. Para dialogar com estas teorias prévias que o aluno/a fortalece com suas observações diárias é preciso muito diálogo, exemplos, práticas, observações e principalmente, reflexão interna, pois, só ele/ela é capaz de elaborar novas explicações sobre as coisas.
O vídeo apresenta a compreensão de Faraday sobre a indução eletromagnética. Muitos poderiam ter observado o mesmo fenômeno que Faraday, porém, é preciso genialidade para enxergar as leis que regem tal fenômeno.