299 – Vygotsky

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270 – O grande desafio

Um filme que retrata debates entre faculdades em um contexto de intensa perseguição aos negros. Um grupo de estudantes negros da pequena faculdade Wiley irá confrontar a tradicional Universidade de Harvard.
Além de mostrar as privações de liberdade e ataques arbitrários aos negros, o filme inspira ao debate racional. A dedicação aos estudos para um debate lógico e fundamentado. Um ótimo filme para se trabalhar dentro do ambiente escolar.

239 – Educação: projetos e valores

Um texto fenomenal para quem trabalha com projetos. Em se tratando da escola, o professor deve se precaver para que o projeto não resulte em mero trabalho operacional. Ao projeto, se atribui diversas possibilidades no processo de aprendizagem, isto é, apesar de se estipular metas e ações, é também necessário que o projeto sofra alterações no meio do caminho. Novas indagações serão criadas, novas ações a serem tomadas e, é válido também aquele risco de “não dar certo”.
O projeto se envolve com valores, cidadania, caráter, personalidade e o interesse no coletivo. É um contínuo querer ser, ou querer atingir. É importante, portanto, acreditar na ilusão que se faz, na projeção que o ser humano se faz no futuro. O projeto é um objetivo a ser conquistado, mas que se expõe a múltiplas transformações.
Entre outras análises, o texto fornece uma boa ideia para que o educador possa fornecer um ambiente mais propício para que o educando se torne protagonista do seu projeto.

105 – Rivalidades Produtivas – Michael White

Olá, gostaria de escrever brevemente sobre um livro em que a leitura ainda se desata. Rivalidades produtivas de Michael White descreve episódios de vários “conflitos” em temas da ciência que resultaram em certos “progressos” na pesquisa. Em alguns casos, a disputa científica também pode ser considerada como um freio no desenvolvimento, uma vez que está também atrelada à vaidade e protecionismo pessoais.

Li alguns capítulos de forma independe, como a disputa entre Newton e Leibniz em relação ao cálculo e a corrida armamentista para o desenvolvimento da bomba atômica entre os Aliados e o Eixo. Outros capítulos abordam outros conflitos, como Lavoisier e Priestley, Darwin e Owen, Thomas Edison e Nikola Tesla, entre outras disputas. A contextualização que o livro traz se mostrou, pelo menos para mim, um excelente recurso no preparo das aulas para o Ensino Médio, pois aborda o contexto histórico, desfazendo assim o ensino de física com abordagem puramente tecnicista. O aspecto histórico abstrai o olhar direcionado ao conteúdo, permitindo abertura a novas questões como, qual o objetivo da ciência? A quem ela serve? Quem impulsiona a ciência? Ou o que a ciência impulsiona?

Mesmo estas questões acabam por criar motivação do conteúdo em si. Por exemplo, ao se falar no desenvolvimento dos modelos atômicos e os experimentos envolvidos, os fatos históricos vão acompanhando o conteúdo específico. E assim, novamente, o conteúdo específico se alimenta da tensão que os acontecimentos históricos vão apresentando.

No final, acredito que tudo é relação e, quanto mais conexões permitimos que os alunos façam dentro da sala de aula, mais complexo se tornará seu pensamento e sua crítica frente ao conhecimento.

Gostaria de deixar aqui um pequeno desabafo atrelado a uma leve sugestão para o ensino de ciências. O sistema apostilado está estruturado num formato que não necessariamente foi pensado pelo professor. Dar aula é em si um respeito as habilidades e experiência do professor. Portanto, é natural e permitido, que um professor traga para dentro da sala de aula seus gostos e conhecimentos gerais que possam ser usados como facilitadores no comunicar com os discentes. Acredito, então, que o professor deve manter-se em contato com outros livros e artigos, além de apostilas e livros didáticos, de forma que indiretamente os alunos tenham por lido Stephen Hawking, Michael White, Brian Greene, Isaac Asimov, Physics Today, Revista Ciência Hoje, entre outros, mesmo sem saber. Ensinar é também um processo de aprendizagem para aquele que ensina.

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