210 – Óptica – fotografia

Em uma das aulas com o primeiro ano do Ensino Médio, estava falando sobre espelhos planos, reflexão e da loucura que é o processo de formação de imagem. Não apenas a formação da imagem por meio de um espelho, mas sim,  como somos capazes de enxergamos e o quão complexo é o processo de formação de imagem a qual percebemos. Onde se forma a imagem? Na retina? No cérebro? Enxergamos igual à pessoa do nosso lado? Ate contei um dos impressionantes casos clínicos de Oliver Sacks, “ver e não ver”.

Ao final da aula um aluno quis mostrar umas fotos que ele havia tirado. E as fotos são absurdamente lindas. E esse menino, entende óptica ou não?

Parabéns Léo!

Fotos por Leonardo Nunes

 

 

187 – Harold Eugene Edgerton – Engenharia e Fotografia

Entender o movimento pode ser uma tarefa árdua. Exige a compreensão do deslocamento no decorrer do tempo. Acompanhar o movimento ao assistir uma corrida de cem metros pode facilitar o entendimento sobre o deslocamento. Entretanto, registrar o movimento em um gráfico e depois interpretá-lo pode resultar em certa dificuldade e falsas conclusões.

Ao preparar uma aula sobre gráficos, lembrei das imagens estroboscópicas. Aquelas que são tiradas em intervalos de tempos iguais. Procurando na internet algumas imagens, deparo me com belas fotos em preto e branco que me chamam atenção. Estas fotos foram tiradas pelo engenheiro Harold Eugene Edgerton, numa época em que a fotografia estroboscópica não era ainda comercial.

O olhar sobre o movimento de maneira mais sensível, através da dança e esporte, atividades mais próximas do cotidiano das pessoas e que ativam não somente os olhares, mas outras sensações do corpo que poderão facilitar no trabalho de interpretação do movimento por meio dos gráficos. Os gráficos apresentam pontos e retas. Seus eixos fornecem grandezas como espaço, tempo e velocidade. É preciso deixar um pouco a sensatez de lado e deixar a loucura lhe permitir enxergar o movimento de uma bailarina através de pontos localizados entre duas retas perpendiculares.

Algumas belas fotos do engenheiro artista estão apresentadas abaixo. As legendas estão no final. Há um site riquíssimo sobre a história e trabalhos do engenheiro! Acesse o link: http://edgerton-digital-collections.org/galleries/iconic

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Foto 1: Multiflash photograph of Harold Edgerton’s youngest son Robert running; taken in 1939 at a rate of 10 exposures a second.

Foto 2: Multiflash photograph taken in 1952: With a rapid flick of the wrist, an expert demonstrates the delicate and accurate art of fly casting, (see “Stopping Time” (1987), p. 112.)

Foto 3: The dancer Gus Solomons, in his final year at MIT, is captured by multiflash at 50 exposures per second. Solomons later established a famous dance troupe in Manhattan. (from “Stopping Time” (1987), p. 105).