185 – Filme – A Morte de Luís XIV

Um filme quase estático, poucos cenários e ambientes de pouca iluminação. Em seus últimos momentos de vida, o Rei Luís XIV, na França, é acompanhado por seus funcionários numa árdua tarefa de cuidar da gangrena que se desenvolve em sua perna, condenando grande parte de sua mobilidade. No início do século XVIII, a medicina ainda não era dotada de muitas técnicas e medicamentos para tratamento de certas doenças, sendo portanto, uma brecha para que alguns charlatões pudessem ser uma opção no tratamento de doenças.

O filme não traz muitas informações históricas, mas sim, a proposta do diretor é convidar o espectador a sentir o ritmo lento da rotina do Rei Sol em sua condição debilitada, já quase impossibilitado de andar. Alguns costumes franceses são postos em evidências, como a recusa do rei de beber água em taça que não seja de cristal. Tais momentos acabam até se tornando cômicos aos olhares atuais.

Qual a ligação deste filme com a ciência? Mais diretamente, o filme abordou como a medicina poderia lidar com a doença do rei. Entretanto, minha expectativa era perceber alguns precedentes deste início do século XVIII para com o movimento iluminista, que influenciou fortemente a forma do pensamento racional. Isto não ocorre, porém, de qualquer modo, permiti-me apreciar o filme que mais se assemelha a uma tela de pintura devido sua falta de dinamismo e rico nas decorações, vestimentas e gestos franceses da época. O que de fato não é um aspecto negativo, uma vez que a intenção do diretor era acalmar seus batimentos cardíacos para assim corroborar com a lentidão da vida do rei em seus últimos momentos.

163 – Isolamento – Vsauce

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Michael se coloca em um experimento de isolamento. A proposta é ficar dentro de um quarto constantemente iluminado e que contém apenas coisas básicas para se manter neste ambiente como uma cama, privada, água e alimento. O objetivo é ficar por 3 dias, portanto, 72 horas. Durante este tempo será analisado os efeitos da falta de interação social e estímulos externos. Testes como estes já foram realizados no passado e relatos como alucinação, aborrecimento, perda cognitiva já eram conhecidos.

Duas situações de isolamento extremos são o caso de monges que se dispõe em meditar durante um longo período de tempo e o caso de presidiários que são colocados nas malditas solitárias. Isolamentos são realizados na tentativa de se atingir efeitos benéficos, porém, em outros casos acarretam em resultados negativos.

Michael se pôs à prova deste experimento. Alguns acontecimentos são muito interessantes e, talvez a ideia pudesse se estender à estratégias de ensino. Por exemplo, é nítida a necessidade que Michael demonstra de se comunicar, ele precisa conversar e falar sobre coisas. Em certos momentos começa a misturar a realidade com seus próprios sonhos. Dentro da escola, muitas vezes os alunos (as) se mantêm em uma posição passiva, limitados a ver e ouvir a aula. Uma atividade simplesmente audiovisual que não trabalha outras percepções e relações entre as pessoas. Qual o espaço dentro de uma sala de aula que o professor permite a interação entre os alunos. A interação é uma necessidade humana. É preciso falar e escutar. É preciso formular suas ideias para expor para alguém. É preciso organizar os pensamentos, encadear um raciocínio com quem se conversa. É preciso receber estímulo externo para entrar em conflito com suas próprias ideias. Quais atividades a escola poderia promover para trabalhar com outras formas de cognição?

Uma outra questão levantada pelo médico, que acompanha Michael por um monitor em um ambiente externo, é a relação entre contagem e a ausência de estímulo. Por que o indivíduo imposto a um ambiente tedioso recorre em realizar contagens?

Cada um que assistir ao vídeo a seguir irá refletir em coisas totalmente diferentes concluindo outras ideias e associando em outros contextos. Sinta-se livre de expor suas reflexões.

162 -Um trio de pais, geneticamente falando.

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Fertilização utilizando o método de transferência pronuclear. A matéria afirma que o resultado disto é uma bebê com carga genética de três pessoas. Entretanto, o presidente da Sociedade Britânica de Fertilidade, Adam Balen diz “a transferência Pronuclear é altamente experimental e não tem sido devidamente avaliada ou cientificamente provada.”

Em todo caso, uma grande discussão ética e científica irão se armar! A notícia na integra está disponível no link da BBC.

Disponível em: <http://www.bbc.com/news/health-38648981 >. Acesso em 18 de Janeiro de 2017.